sexta-feira, 29 de setembro de 2017

For everything there is a season

Sempre que muda a estação sinto que existe uma mudança no ritmo de vida, nas coisas que se fazem, nos sítios onde se vai, e a mudança que mais me custa é sempre, sempre a do verão para o outono.

Eu sei que para tudo há uma estação, mas porque e que tem necessariamente de ser assim? Porque é que a primavera e o verão têm de ser por excelência as épocas de praia, saídas à noite e férias? Sou da opinião que todas estas actividades acontecem quando bem nos apetecer. Não aceito que só porque chegamos ao outono tenhamos de nós fechar em casa enrolados numa manta, de pantufas, cachecol e gorro, agarrados firmemente a uma caneca de chá desejável e permanentemente quente. NÃO! Que venham idas à piscina (quentinha de um qualquer spa), saídas à noite para beber chocolates quentes ou cafés com um bom álcool à mistura e que venham escapadinhas para onde exista uma lareira quentinha e crepitante.

Nós por cá primamos por tentar manter o ritmo de vida mais ou menos semelhante ao da silly season, mesmo quando a chuva e o frio nos tentam demover, vestimo-nos a rigor ou fazemos as malas e lá vamos nós.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Si a ti te gusta

















A nossa ida a Sevilha surgiu um bocado do nada, mas aproveitando que estávamos a passar férias bem pertinho da fronteira com Espanha, decidimos que conhecer a cidade justificava perfeitamente percorrer os 150 quilómetros da autovía del V Centenario. 

Antes de irmos pesquisei por alto quais seriam os locais a visitar e para ter uma noção básica do que nos esperava e assim lá fomos nós.

À chegada fizemos logo as apresentações num dos locais mais bonitos, icónicos e arrebatadores da cidade: o Parque de Maria Luísa e a Plaza de España. Digamos que foi amor à primeira vista. O parque é enorme, está bem tratado e, com os quase 40 graus que se faziam sentir, uma verdadeira lufada de ar fresco. Apesar do pouco tempo que iríamos ter, dado ser uma visita de um dia mais para reconhecimento do que para explorar todos os recantos possíveis, ainda deambulámos um pouco pelo jardim e tem de facto muitos encantos. Lagos, fontes, estátuas, museus e pessoas, muitas pessoas, sendo que o passeio culmina, sem sombra de dúvida, na Plaza de España. Palco da Exposição Ibero-americana de 1929, actualmente sede de alguns departamentos do governo, foi já cenário de filmes de Hollywood e é sem duvida um must numa ida a Sevilha. 

De seguida percorremos parte do centro histórico a caminho da Catedral de Sevilha e do Alcazar e aproveitamos para comer qualquer coisa, que em Espanha significa tapas. Após uma brevíssima busca pelo Tripadvisor decidimo-nos por uma pitoresca "taberna" à espanhola dentro de um edifício reconstruído, com uns lindos arcos de pedra e um ar rústico que muito nos encantou. Uma carta de tapas variada, uma escolha curta, mas acertada, de vinhos e simpatia q.b. do empregado, de salientar que era um sósia quase perfeito do Ryan Gosling, completaram uma refeição agradável e um descanso merecido.

Dada a falta de tempo disponível, optámos por fazer apenas o reconhecimento exterior dos monumentos, mas, do que vimos in loco e das fotos que entretanto já vimos por aí, ficou uma enorme vontade de voltar numa escapadinha de dois ou três dias e de preferência numa época mais fresca.


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Andamos por aí



Somos apaixonados. Um pelo outro. Por passear. Por comer. Por conhecer. De Portugal (continental) já passámos por todas as capitais de distrito, ainda que algumas só tenhamos visto de relance. Já estivemos nos quatro cantos deste pequeno rectângulo à beira mar plantado, de Caminha a Bragança, de Vila Real de Santo António a Vila do Bispo passando por tudo o que existe no meio. Tardiamente, começamos agora os relatos das nossas aventuras, do que os nossos olhos vêem. Os destinos que mais gostámos iremos de certo repeti-los, mas muitos outros se lhes irão acrescentar, porque o nosso país pode ser pequeno em tamanho, mas é enorme em experiências.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O início

Na nossa vida sempre nos ensinaram que não se deve voltar aos sítios onde um dia já se foi feliz, mas nós temos uma opinião diferente. Sempre que encontramos a felicidade num determinado local fazemos por acontecer uma segunda visita ou mesmo uma terceira ou quarta. Ainda assim, e com todos os sítios onde já fomos felizes tentamos sempre conhecer coisas novas, ir a sítios novos e uma vez ou outra revisitar tantos outros.
Na vida temos de nos manter focados na busca incessante pelo que nos faz bem, pelas coisas que nos fazem felizes e por sítios onde nos sintamos bem...e se nos sentimos bem porque não voltar? Os ditados populares até podem existir há mais tempo do que me conheço, mas isso não significa que os tenha de seguir à letra!