quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Alma de Alentejo

Portugal não é um país grande em território, mas é vasto em coisas boas, lugares bonitos e pessoas simpáticas.

Desta vez quis o destino que o nosso destino fosse Ponte de Sor e as vastas planícies alentejanas, com as suas gentes acolhedoras e a sua gastronomia reconfortante. A estadia ficou a cargo de uma pequena, nova, mas deslumbrante novidade chamada Quinta da Saudade, na pequena localidade de Cansado. Casinhas tipicamente alentejanas onde fomos recebidos pela Cláudia com toda a sua simpatia e gentileza de quem nos recebe na sua própria casa. Apresentou-nos simplesmente a porta do "nosso" T0 e depois deixou-nos completamente à vontade, como se a quinta fosse nossa, como se estivéssemos em casa. Assim que entramos o nosso coração apaixonou-se pelo espaço, pela decoração e pelos pormenores deliciosos que fomos encontrando à medida que fomos explorando cada recanto deste pequeno paraíso.

Deixando a mala entregue à sua sorte, rapidamente nos vestimos a rigor e rumámos à piscina, pequena, mas modesta e mais do que suficiente para acolher os hóspedes do momento e refrescante tendo em conta os 36 graus que se faziam sentir.

Optamos por jantar na Petisqueira Alentejana e foi uma escolha mais do que acertada. Da decoração, à simpatia da proprietária/ empregada de mesa e à comida regional caseira, tudo nos deixou com uma imensa vontade de voltar. 



No dia seguinte acordamos com um miminho à porta. Uma cesta com um pão ainda morno e um bolo de chocolate maravilhoso, isto a juntar a um frigorífico já recheado com queijo, fiambre, manteiga, mel, compotas, frutas, leite, sumo e iogurtes! Depois de um pequeno almoço tão reconfortante tivemos pena de vir embora, mas com a certeza de que é um sítio muito recomendável e que fica em vista um regresso mais prolongado.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Rescaldo das eleições

Sou apolítico assumido. Não apenas por não ser de esquerda, direita ou centrista, mas por não ter efetivamente qualquer interesse ou conhecimento sobre política e afins. Obviamente que sei alguma factos e conheço algumas das caras da política nacional e internacional, mas apenas do que vou apanhando aqui e ali nas notícias e pouco mais. Eu sei que faço mal e que faz parte dos deveres cívicos intervir e ser ativo no que toca à escolha dos nossos dirigentes, ainda mais quando dos dirigentes locais se trata, mas sempre foi um (mau) hábito que tive e que dificilmente mudarei. Não deixo, no entanto, de ter opinião no que toca a situações mais prementes.

A eleição de Isaltino Morais deixou-me boquiaberto. Até aceito que durante os mandatos anteriores à sua condenação o senhor tenha feito um bom trabalho, mas estranho o facto dos oeirenses voltarem a confiar num presidente confirmadamente corrupto para gerir a câmara de um dos mais desenvolvidos e financeiramente seguros municípios do país. Alguém me explica o fenómeno.

Depois vem a questão da abstenção. Sim, eu faço parte dela. Sim, eu sei que devia ir às urnas nem que fosse para votar em branco. Mas não é isso que está em questão. Houve uma redução ligeira na percentagem de abstenção num ano em que o PS suplantou em largos pontos o PSD, o que só me leva a ter duas ideias. Ou os eleitores que este ano decidiram sair de casa são todos PS, ou os democratas estão descontentes com o seu partido e decidiram virar mais à esquerda e deu no que se viu.

Acho que é de realçar o bom resultado do CDS em Lisboa, creio eu, muito à custa do carisma (?) da candidata Cristas ou talvez do facto das pessoas se terem habituado a vê-la em todo o lado desde que foi ministra do anterior governo. É que a senhora é quase tão omnipresente nos meios de comunicação social quanto o nosso PR.