Viajar. Ir. Nem sempre acontece quando nos apetece, mas quando acontece é como queremos. E aproveitamos o melhor que conseguimos. Uma das nossas últimas viagens, pelo menos das grandes, foi a Miami... e ao México... e à Jamaica... e... estão baralhados? Nós explicamos! Fizemos uma pequena paragem no sul da Florida e depois embarcámos num cruzeiro pelas Caraíbas.
Ficar dois dias em Miami não deu para muito, mas deu para termos um "cheirinho" daquela que possivelmente é a cidade mais sul americana da América do Norte. Não achámos que fosse um melting pot de culturas, mas sim uma zona que está fortemente ocupada por diferentes culturas latinas. Excepto em South Beach, especialmente à noite, onde reina o bling bling, o luxo, a ostentação...onde o ar cheira a dinheiro, muito dinheiro.
Depois veio a entrada num enorme navio de cruzeiro da MSC, o Seaside. Grande, bonito por dentro e por fora e que nos proporcionou momentos maravilhosos, desde as festas temáticas, às zonas de lazer e ao serviço. Sentimos que conseguimos desfrutar de tudo o que nos era oferecido, principalmente nos dias de navegação.
Os portos onde parámos foram surpresas, umas agradáveis, outras nem tanto. O primeiro foi Ocho Rios, Jamaica. Uma baía lindíssima, de cortar a respiração e com um mar azul que deliciava as vistas. Em terra, não foi assim tão espectacular, tendo sido confrontados com um povo bastante agressivo em termos comerciais, mas pouco calorosos para com os turistas. A única experiência boa que guardamos deste porto foi a actividade de snorkeling que não desiludiu. Depois veio Cozumel, México. Uma recepção completamente diferente da anterior, pessoas super afectuosas e que nos receberam sempre de braços abertos, sabendo que trazemos dinheiro para gastar, mas sem nunca nos fazerem sentir obrigados a comprar ou a dar. Tivemos oportunidade de fazer uma prova de tequila Jose Cuervo logo às 11 horas da manhã e isso também nos pode ter dado logo uma outra visão do resto do dia. Em Georgetown, Ilhas Caimão, não fizemos nenhuma actividade em especial, apenas aproveitámos para conhecer um pouco a cidade, comprar uns souveniers, apanhar uma verdadeira molha tropical para logo destilarmos com o calor que se seguiu. Por último, e antes de voltarmos ao ponto de partida, parámos em Nassau, Bahamas. Voltámos a sentir um pouco a agressividade comercial que havíamos sentido na Jamaica, mas que acabou por não prejudicar a nossa opinião, muito embora termos ido para uma ilha privada, sem comércio e onde "praiar" era o único verbo que se utilizava, possa ser o motivo de termos ficado maravilhados. Foi a melhor tarde de todas, onde pudemos fazer snorkeling, apanhar sol, mergulhar nas águas límpidas do mar das Caraíbas e sair de lá com a alma lavada e o espírito rejuvenescido.
No final de tudo o que contou foi a experiência de ir pela primeira vez aos Estados Unidos e de fazer um cruzeiro pelas famosas águas quentes das Caraíbas. Voltámos com uma imensa vontade de voltar, mas o mundo é muito vasto e tem mais para conhecer.
